
Artilheira do time sub-15 do Zerohum,Ana Barreto recebe a medalha de ouro recém-conquistada — Foto: Lana Costa
GERADO EM: 03/07/2026 - 20:40
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Faltam poucos meses para o fim do ano letivo e,para alguns dos principais atletas do esporte escolar do Rio,isso significa mais do que a formatura. Em 2026,eles disputam pela última vez o Intercolegial antes de seguir rumos distintos. Alguns estão prestes a dar o salto para o alto rendimento. Outros escolheram caminhos fora das quadras. Em comum,carregam a certeza de que o torneio ajudou a moldar trajetórias que vão muito além das medalhas.
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Aos 17 anos,Ana Barreto já sabe qual será seu próximo desafio. Depois de defender o Botafogo nas categorias de base,a atacante acaba de ser anunciada como reforço do Vasco e encerra sua participação no esporte escolar acreditando que o futebol feminino vive um momento de transformação.
Nascida em Brasília,ela começou a jogar aos 6 anos,inspirada pela prima e dividindo espaço com meninos,numa época em que quase não existiam equipes femininas. Passou por projetos de formação no Distrito Federal,chegou ao Botafogo após se destacar na Copinha e,no Rio,também defendeu o Zerohum no Intercolegial,sendo artilheira do time.
— Foi muito bom jogar esse campeonato e ver que estão dando valor ao futebol feminino do Rio. Aqui tem muitos talentos,e isso precisa ser mostrado. Espero que mais meninas tenham essa oportunidade. A Copa do Mundo do ano que vem pode ajudar a dar ainda mais visibilidade ao futebol feminino,mas espero que esse interesse continue depois dela — diz.
No judô,a despedida também acontece em alta. João Brandão,de 17 anos,disputa seu último ano no Intercolegial defendendo o Santa Mônica depois de construir uma trajetória de destaque nas principais competições estudantis do país. Campeão dos Jogos Escolares Brasileiros,medalhista na Gymnasiade e nos Jogos da Juventude,ele também representou o Brasil este ano em uma competição na Áustria e sonha chegar aos Jogos Olímpicos.

João Brandão (ao centro) busca o bicampeonato no judô pelo Santa Mônica — Foto: Divulgação/Santa Mônica
Filho de um ex-integrante da seleção brasileira de judô,João começou no esporte aos 3 anos e encontrou no ambiente escolar um aliado para conciliar estudos e treinos.
— O Intercolegial é uma competição de muita visibilidade. Dá oportunidade para vários atletas aparecerem e conquistarem bolsas de estudo. O Santa Mônica sempre me deu todo o apoio para treinar e competir — conta.
O coordenador da equipe de judô do Santa Mônica,Moskão,acredita que o aluno reúne características que vão além dos resultados:
— O João é um menino muito dedicado,excelente aluno e um dos líderes da equipe. Tem potencial para estar entre os melhores do Brasil quando chegar à categoria adulta.

Tricampeã do vôlei de praia pelo Pedro II,Juliana Pacheco quer fazer medicina — Foto: Lana Costa
Se Ana e João ainda projetam uma carreira no esporte,Juliana Pacheco vive outra despedida. Atual tricampeã do Intercolegial de vôlei de praia ao lado de Aurora Andrade e campeã do torneio de vôlei de quadra ano passado,a estudante do Colégio Pedro II agora dá mais tempo aos livros do que aos treinos em sua rotina. Aos 17 anos,ela estuda para o vestibular de Medicina e ainda avalia se conseguirá disputar sua última temporada escolar.
— Não penso em seguir no vôlei,mas vivi experiências inimagináveis. Aprendi a ganhar e a perder e cresci muito como pessoa por causa do esporte — diz.
Para Juliana,um dos maiores legados do Intercolegial é oferecer oportunidades para quem está começando.
— Às vezes basta ter uma dupla para participar. A competição pode dar visibilidade a quem ainda não teve oportunidade no esporte — afirma Juliana.
