Amil avalia venda da empresa ou parte dela aos fundos Advent e Bain Capital

Notícias do turismo Jul 3, 2026 IDOPRESS

Desde a aquisição por Júnior,a Amil passou por guinada com mudança de estratégia e melhora nas finanças — Foto: Divulgação

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GERADO EM: 01/07/2026 - 19:35

Amil Avalia Venda para Advent e Bain Capital em Negociações Iniciais

A operadora de saúde Amil,uma das maiores do Brasil,avalia ser vendida total ou parcialmente aos fundos Advent e Bain Capital. As negociações ainda são preliminares,e o fundador José Seripieri Filho hesita em deixar a gestão. A Amil,anteriormente comprada por Júnior da UnitedHealth,melhorou suas finanças e formou parcerias estratégicas,tornando-se um alvo atraente para investidores.

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Os fundos Advent e Bain Capital estão dispostos a arrematar a operadora de saúde Amil,uma das maiores do país,de acordo com fontes a par das negociações. As conversas em curso ainda não têm garantia de conclusão ou do formato da operação. Como antecipou o Valor e O GLOBO confirmou,os fundos estão interessados no controle da empresa,em uma modelagem na qual ela trocaria integralmente de mãos,mas continua na mesa a hipótese de manter parte da operação sob o comando de José Seripieri Filho,conhecido no mercado como Júnior.

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Não é a primeira vez que estas gestoras focam suas atenções na operadora. Júnior — que fundou a Qualicorp,administradora de planos de saúde — comprou a Amil da americana UnitedHealth em 2023 e saiu vitorioso de uma disputa com o próprio Bain Capital. A transação foi avaliada à época em R$ 11 bilhões,mas a cifra incluía um passivo superior a R$ 9 bilhões.

Outras tentativas foram feitas pelas gestoras de investimento em capital privado em 2024 e,de novo,no ano passado.

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Desde então,a Amil,que estava mergulhada em prejuízo,deu uma guinada. Em meados de 2024,Amil e Dasa,a gigante de laboratórios,apertaram as mãos e criaram uma joint-venture (parceria) com 25 hospitais,além de clínicas de oncologia. O novo grupo subiu ao segundo lugar no ranking dos maiores no setor hospitalar privado no país,atrás apenas da Rede D’Or.

Consolidação no setor

As finanças também se ajustaram. A Amil passou de uma receita bruta negativa de R$ 4 bilhões em 2023 para uma geração positiva de R$ 5,4 bilhões no ano passado. No primeiro trimestre deste ano,o lucro líquido da operadora foi de R$ 519,7 milhões,o que representou,porém,um recuo de quase 28% em relação à igual período do ano anterior.

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— Desta vez,estão colocando grana na mesa. Não tem troca de ação,não tem “mi-mi-mi”. Isso aumenta a probabilidade de sair negócio. Ele está aberto,mas ainda não se decidiu. E as conversas são preliminares —afirmou um interlocutor frequente de Júnior à coluna Capital,que pediu para não ser identificado já que as negociações não são públicas.

Não está claro que tipo de acordo pode ser fechado,se é que ele virá. De um lado,os fundos pressionam por levar o controle da operadora. De outro,Júnior não planejaria deixar seu posto no comando da Amil. “O preço vai ser o balizador” para definir o que virá,diz um especialista do setor,destacando que tanto Júnior quanto Advent e Bain têm experiência “exitosa” no segmento.

A Bain comprou o Grupo NotreDame Intermédica em 2014. Quatro anos depois,comandou a abertura de capital da operadora em Bolsa. Até que,em 2021,deixou o negócio,momento em que a empresa de saúde fechou a fusão com a Hapvida.

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As duas estão na liderança em saúde suplementar no país em número de beneficiários,sendo a Hapvida com 4,38 milhões e a NotreDame com 3,29 milhões. Na sequência,vêm Bradesco Saúde (3,27 milhões); Amil (3,10 milhões); SulAmérica (2,35 milhões) e Unimed Nacional (1,74 milhão).

Os movimentos de fusões e aquisições no segmento de serviços de saúde,com hospitais e operadoras,life sciences e farma estão subindo no Brasil. Dados compilados pela consultoria KPMG mostram que houve 115 operações em 2023. No ano seguinte foram 133 e,em 2025,141.

Essa consolidação,explicam especialistas,é em parte impulsionada pelo envelhecimento da população do país e pela maior demanda por assistência em saúde privada. Grupos de maior porte,reunindo operações em diferentes frentes,como hospitais,laboratórios e planos de saúde,permitem estruturar um atendimento de ponta a ponta aos beneficiários,reduzindo custos e ampliando resultados. Procuradas,Amil e Advent não comentaram.

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