
Veado-rato,o menor mamífero com cascos do mundo,vive em florestas da Ásia e da África e chama atenção por sua aparência incomum. Apesar do nome,ele não é um rato nem um veado verdadeiro,mas pertence a uma das linhagens mais antigas de ruminantes ainda existentes — Foto: Reprodução
GERADO EM: 01/07/2026 - 07:34
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Com pouco mais de 20 centímetros de altura,pernas finas como gravetos e um corpo que lembra ao mesmo tempo um cervo,um coelho e um roedor,o veado-rato voltou a chamar atenção nas redes sociais nos últimos dias. O pequeno mamífero,conhecido em inglês como mouse-deer ou chevrotain,costuma despertar curiosidade pela aparência incomum,mas o nome engana: ele não é um rato nem pertence à mesma família dos veados.
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O animal faz parte da família Tragulidae,considerada a linhagem mais antiga de ruminantes ainda existente. Seus ancestrais surgiram há cerca de 34 milhões de anos,no período Oligoceno,muito antes do aparecimento dos cervos,girafas e bovinos modernos. Por conservar características anatômicas semelhantes às dos primeiros ungulados,os veados-rato são frequentemente descritos por pesquisadores como um "fóssil vivo",importante para compreender a evolução desse grupo de mamíferos.
Atualmente,existem dez espécies distribuídas pela África e pelo Sudeste Asiático. A menor delas,o veado-rato-de-java (Tragulus javanicus),é considerado o menor mamífero com cascos do planeta. Os adultos medem entre 40 e 55 centímetros de comprimento e podem pesar menos de um quilo. Ao contrário dos cervos,os machos não desenvolvem galhadas. Em vez disso,possuem caninos alongados,semelhantes a pequenas presas,utilizados em disputas por território e durante a época de reprodução.


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Leão Simba com caixa de Natal e galho de árvore com filés de frango. — Foto: Ana Branco


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O leão Simba se delicia com petiscos de frango. — Foto: Ana Branco
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Funcionários do parque banco o Papai Noel e levam presentes para os animais. — Foto: Ana Branco

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A loba-guará Luísa com caixa de Natal com quitutes vegetarianos. — Foto: Ana Branco
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Luísa com seus quitutes natalinos no BioParque do Rio — Foto: Ana Branco
Na véspera de Natal,o Papai Noel chega ao BioParque e leva presentes para os animais
Discretos e de hábitos predominantemente noturnos,esses animais vivem escondidos na vegetação densa de florestas da Indonésia,Malásia,Tailândia,Vietnã,Camboja,Laos e outras regiões do Sudeste Asiático. A única espécie africana,o chevrotain-aquático (Hyemoschus aquaticus),habita florestas tropicais da África Central e Ocidental. A alimentação é baseada principalmente em folhas,frutos,brotos e flores,embora o representante africano também seja conhecido por consumir insetos,pequenos crustáceos,peixes e até carniça,um comportamento raro entre ruminantes.
O pequeno porte não impede que o veado-rato seja ágil. Ele consegue correr rapidamente entre a vegetação fechada e mudar de direção em frações de segundo para escapar de predadores como leopardos,tigres,pítons,aves de rapina e crocodilos. As fêmeas costumam dar à luz apenas um filhote por gestação,que já consegue permanecer de pé poucas horas após nascer e atinge a maturidade sexual antes de completar um ano.
Apesar de existirem há milhões de anos,algumas espécies seguem pouco conhecidas pela ciência. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em 2019,quando pesquisadores anunciaram a redescoberta do veado-rato-de-dorso-prateado (Tragulus versicolor) no Vietnã. O animal não era registrado desde o início da década de 1990 e chegou a ser considerado possivelmente extinto. Após entrevistas com moradores e a instalação de armadilhas fotográficas,cientistas obtiveram mais de mil imagens da espécie em seu habitat natural,em uma das redescobertas mais celebradas da biologia da conservação nos últimos anos.
Embora ainda sobrevivam em diferentes regiões da Ásia e da África,os veados-rato enfrentam ameaças crescentes provocadas pelo desmatamento,pela fragmentação das florestas e pela caça ilegal. Especialistas alertam que,por serem extremamente discretos e difíceis de observar,muitas populações podem estar diminuindo sem que isso seja detectado rapidamente,tornando a conservação dessas espécies um desafio para pesquisadores e autoridades ambientais.
