
LineShine,supercomputador chinês,em foto divulgada pela agência de notícias Xinhua — Foto: Xinhua
GERADO EM: 26/06/2026 - 18:17
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A China desbancou os Estados Unidos e voltou a ocupar o primeiro lugar no ranking dos supercomputadores mais rápidos do mundo com o LineShine,sistema desenvolvido inteiramente com chips nacionais. O El Capitan ficou para trás na mais recente edição da lista TOP500,divulgado na última segunda-feira na conferência de ciências da computação ISC em Hamburgo,Alemanha. O país asiático volta ao topo pela primeira vez desde 2017.
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Instalado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen,o LineShine atingiu desempenho de 2,198 exaflops — equivalente a mais de 2 quintilhões de cálculos por segundo — no teste Linpack,benchmark utilizado pelo TOP500 para medir a capacidade de processamento de supercomputadores. O resultado superou os 1,809 exaflops do El Capitan,dos Estados Unidos.
O sistema é equipado com cerca de 14 milhões de núcleos de processamento baseados em arquitetura Arm e utiliza apenas CPUs,sem recorrer a GPUs,normalmente empregadas para acelerar tarefas de inteligência artificial. Essa característica faz do LineShine o primeiro supercomputador do ranking a ultrapassar a marca de 2 exaflops usando exclusivamente processadores centrais.
A conquista representa um marco para a estratégia chinesa de autossuficiência tecnológica em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de semicondutores avançados. O LineShine foi construído inteiramente com processadores projetados na China,em vez dos chips fabricados nos EUA que alimentam a maioria dos sistemas mais potentes do mundo.
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Robôs humanoides durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides em Pequim,China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg


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Um robô humanoide de serviço inteligente Tianyi em uma pista de corrida durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides em Pequim,China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg
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Robôs humanoides na abertura dos Jogos Mundiais em Pequim,na China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg

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Robôs humanoides tocam instrumentos durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides em Pequim,China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg
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Artistas vestidos com trajes de ópera chinesa e um robô dançam durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim,China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg

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Um robô humanoide de serviço inteligente Tianyi em uma pista de corrida durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides em Pequim,China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg
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Um engenheiro (E) controla um robô enquanto ele compete na corrida de 400 m durante os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim,— Foto: AFP

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Robôs humanoides durante a cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides em Pequim,China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg
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Robôs competem em uma partida de futebol 3X3 durante os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim — Foto: AFP

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Robôs humanoides protagonizam competição de kickboxing — Foto: Reprodução/X
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Centenas de androides participam dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides na China
Apesar da liderança no TOP500,o desempenho do LineShine em cargas de trabalho ligadas à inteligência artificial é mais modesto. Em um benchmark voltado para esse tipo de aplicação,o supercomputador ficou apenas na quarta posição,reflexo da ausência de GPUs especializadas,hoje predominantes em grandes modelos de IA generativa.
A própria relevância do ranking TOP500 vem sendo debatida por especialistas. A lista mede o desempenho em computação científica tradicional,enquanto parte dos sistemas mais poderosos voltados à inteligência artificial pertence a empresas privadas,como Microsoft,Google,Amazon e xAI,que normalmente não submetem seus equipamentos à avaliação pública. Por isso,o ranking não necessariamente reflete quais são as máquinas mais capazes para aplicações de IA.

Sunway TaihuLight,em foto divulgada pela agência de notícias Xinhua — Foto: Li Xiang/Xinhua
Além de assumir a liderança,o LineShine marca o retorno da China ao topo da classificação pela primeira vez desde o supercomputador Sunway TaihuLight,que ocupou a primeira colocação em 2016 e 2017. Os Estados Unidos continuam ocupando três dos quatro primeiros lugares.
