
Professora dá aula em escola de Jacareí (SP) — Foto: Alex Brito/Prefeitura de Jacareí/Divulgação
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou,por unanimidade,as diretrizes para as redes pública e privada de ensino durante a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027. O documento orienta que os ajustes nas rotinas escolares acompanhem o impacto real do torneio em cada município entre 24 de junho e 25 de julho.
De acordo com o parecer,a obrigatoriedade de readequar o ano letivo aplica-se apenas aos municípios que sediarão as partidas e às suas respectivas regiões metropolitanas ou áreas diretamente afetadas. As oito cidades-sede do Mundial são Belo Horizonte,Brasília,Fortaleza,Porto Alegre,Recife,Rio de Janeiro,Salvador e São Paulo.
Já nos estados e municípios fora do circuito dos jogos,os sistemas de ensino terão autonomia total para decidir sobre a adoção,parcial ou integral,de adaptações nas aulas,conforme a realidade local.
O CNE reforça que,mesmo nas localidades onde houver readequação,deve-se garantir o cumprimento do mínimo legal de 200 dias letivos e da carga horária anual estipulada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
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Embora a súmula do Parecer CNE/CEB nº 7/2026 tenha sido publicada no Diário Oficial da União,as diretrizes só passarão a ter efeito em âmbito nacional após a homologação formal pelo Ministério da Educação (MEC).
A orientação repete a estratégia adotada pelo CNE na Copa do Mundo masculina de 2014 (Parecer CNE/CEB nº 21/2012). Naquela ocasião,as redes de ensino aplicaram modelos variados: enquanto algumas estenderam o recesso do meio do ano para cobrir os 32 dias de evento,outras optaram apenas por suspender as atividades nos horários ou dias de partidas.
