O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema — Foto: Marcos Corrêa/PR RESUMOSem tempo? Ferramenta de IA resume para você

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema — Foto: Marcos Corrêa/PR
GERADO EM: 22/04/2026 - 21:01
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O embate entre o ex-governador Romeu Zema (Novo) e o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana foi o tema que mais impulsionou o mineiro nas redes sociais este ano,aponta um levantamento da consultoria Bites que mediu a repercussão digital entre os dias 20 e 23 deste mês. Os dados apontam que,neste período,o pré-candidato à Presidência ganhou seguidores em uma proporção dez vezes maior do que a média de 2026.
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Na segunda-feira,o ministro Gilmar Mendes,do STF,enviou uma notícia-crime ao colega de Corte,Alexandre de Moraes,solicitando que Zema seja investigado no âmbito do inquérito das fake news. O motivo é a publicação de um vídeo em que satiriza suas decisões. O mineiro definiu a decisão do magistrado como "um absurdo".
O levantamento indica que foram publicadas 406 mil menções a Zema ou Gilmar nestes dias. As postagens geraram mais de 4,1 milhões de interações nas redes sociais X,Instagram,Facebook,Youtube e Bluesky. Como comparação,o Caso Master teve 239 mil menções nesses mesmos dias,com 3,2 milhões de interações.
Os dados mostram que o embate de Zema com o STF é o tema que mais impulsiona o mineiro no ano. Dos 10 posts dele mais populares em 2026,sete atacam a Corte.
— Zema percebeu desde o início do ano que atacar o STF traz engajamento para ele nas redes sociais. Ele atrai um público da direita que tende a ser bolsonarista,mas deseja ver um candidato atacando de forma mais direta a Corte. Agora,ele sobe o tom contra Gilmar para colher a repercussão digital — avalia André Eler,diretor-técnico da Bites.
Pré-candidato ao Planalto,Zema teve a maior repercussão entre os postulantes ao Executivo no período. Ele liderou na segunda e terça-feira,e quase empatou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na quarta-feira. A Bites destaca que o petista e o bolsonarista têm mais seguidores e são mais bem posicionados que o mineiro nas pesquisas — o que demonstra a tração da discussão sobre o embate com o STF.
Os dois vídeos de Zema sobre o caso que mais tiveram repercussão alcançaram 729 mil e 535 mil curtidas,respectivamente. Num deles,o mineiro sugere que foi alvo de uma tentativa de silenciamento e conseguiu o quarto maior número de interações (métrica que reúne curtidas,compartilhamentos e comentários). O post só ficou abaixo de duas publicações criticando Lula pelo carnaval e de uma na qual pediu impeachment contra Alexandre de Moraes.
O pedido de Gilmar é baseado em um vídeo publicado por Zema. Nele,os ministros são representados por fantoches,e Toffoli pede que o boneco de Gilmar suspenda a quebra de seus sigilos,determinada pela CPI do Crime Organizado. Em troca da anulação,o personagem de Gilmar pede "uma cortesia" no resort Tayayá,que já teve irmãos de Toffoli como donos e está envolvido nas investigações ligadas ao escândalo do Banco Master.
No pedido enviado a Moraes,Gilmar afirma que o conteúdo compartilhado pelo ex-governador de Minas Gerais “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal,como também da minha própria pessoa".
Na terça-feira,Zema publicou um material,em suas redes sociais,em que compara o poder dos ministros — definidos por ele como "intocáveis" — ao da Coroa Portuguesa. Em tom eleitoral,ele afirmou que "os intocáveis mudaram,mas o legado de Tiradentes permanece vivo",e destacou seu intuito em combater "os poderosos".
— Você acha que nós somos livres de verdade? Eu acho que não. No lugar da Coroa Portuguesa,se sentaram os intocáveis de Brasília. Os políticos vendidos,os empresários ladrões e os juízes que se acham acima do bem e do mal — afirmou Zema. — Nas eleições deste ano,nós vamos decidir quem manda no Brasil,os intocáveis ou os brasileiros de bem.
O vídeo publicado pelo ex-governador conta com representações em inteligência artificial de nomes como o próprio Gilmar e Moraes,além do banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master — e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
