
Tarcísio de Freitas durante lançamento da candidatura de Rogério Lins neste domingo,em Osasco — Foto: Divulgação
O candidato a deputado estadual Rogério Lins (Podemos),que recebeu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) neste domingo (16) em Osasco,na Região Metropolitana de São Paulo,no primeiro dia da campanha à reeleição ao governo do estado,teve parte de seus bens bloqueados há três semanas. Procurado,ele não respondeu ao GLOBO.
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Por decisão da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Osasco,o ex-prefeito e outros dois acusados tiveram R$ 1,2 milhão retidos de suas contas bancárias devido a uma ação de improbidade administrativa que apura irregularidades no pagamento de diárias de ambulâncias da Secretaria de Saúde na época da pandemia.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF),uma perícia técnica identificou aumento significativo dos valores contratados entre 2019 e 2021,apontando que o custo mensal por ambulância teria passado de R$ 12.500,00 para R$ 35.000,00,resultando em superfaturamento estimado em R$ 1,2 milhão. O caso está em segredo de Justiça e ainda não foi julgado de forma definitiva.
Além disso,os respectivos contratos também foram julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Em dezembro de 2016,o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Caça Fantasmas,em Osasco,para desarticular um esquema de funcionários fantasmas e captação de dinheiro de parte dos salários dos assessores dos vereadores,em prática conhecida como "rachadinha". Segundo estimativa do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Osasco,o esquema desviou R$ 21 milhões. Ao todo,14 vereadores foram presos,entre eles Lins.
A detenção do vereador foi determinada três semanas antes de sua posse como prefeito. Foragido,Rogério Lins só foi preso na noite de Natal,após voltar do exterior. Após quase uma semana na cadeia,teve a liberdade concedida e pôde assumir o mandato dois dias depois. Em 2020,voltou a ser eleito e governou a cidade até o fim de 2024.
Em 2022,Lins foi absolvido por falta de provas. Em seu pedido de registro de candidatura a deputado estadual,o ex-prefeito mencionou os processos a que responde ou respondeu,e não há nenhuma condenação definitiva que o torne inelegível.
Rogério Lins foi o responsável por levar Tarcísio a Osasco no pontapé inicial da campanha à reeleição. O segundo evento que o governador participou na cidade da região metropolitana na manhã deste domingo foi justamente o lançamento da candidatura do ex-prefeito do município à Assembleia Legislativa de São Paulo.
De olho nos mais de 16 milhões de eleitores da Grande São Paulo,Tarcísio se reuniu na semana passada com 37 dos 39 prefeitos da região,numa tentativa de atrair apoios à sua empreitada eleitoral. No domingo,parte desses prefeitos estiveram presentes,assim como Ricardo Nunes (MDB),de São Paulo.
