
Volkswagen Tukan aparece pela primeira vez com camuflagem inspirada na Seleção Brasileira — Foto: Divulgação
GERADO EM: 20/05/2026 - 10:38
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A poucos metros do palco onde Carlo Ancelotti anunciaria sua primeira convocação à frente da Seleção Brasileira,a Volkswagen escolheu transformar o clima de Copa do Mundo em vitrine para um projeto estratégico da marca no país. Ainda camuflada,a inédita picape Tukan fez sua primeira aparição pública nesta terça-feira,no entorno do Museu do Amanhã,na Zona Portuária do Rio.
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Coberto por adesivos verde-amarelos e referências à cultura brasileira,o modelo pré-série antecipou parte das linhas da futura rival da Fiat Toro. Mesmo com a dianteira parcialmente escondida — e sem os faróis definitivos instalados — já foi possível notar elementos inspirados em SUVs recentes da fabricante,como o Nivus. A traseira,por outro lado,apareceu sem disfarces: traz o nome “Tukan” em relevo na tampa e pintura em amarelo Canário.


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Nova picape da Volkswagen apareceu pela primeira vez em evento no Rio com camuflagem inspirada na Seleção Brasileira
Desenvolvida no Brasil,a picape marcará a entrada da Volkswagen no segmento intermediário monobloco,hoje liderado pela Toro e disputado também por modelos como Ram Rampage,Chevrolet Montana e Ford Maverick. A fabricante ainda terá pela frente novas concorrentes,como a Renault Niagara e a futura BYD Mako.
A Tukan será o primeiro utilitário da Volkswagen construído sobre a plataforma modular MQB,arquitetura usada em modelos como Volkswagen Polo,Volkswagen Virtus e Volkswagen T-Cross. Segundo pessoas ligadas ao projeto,o modelo terá o maior entre-eixos já aplicado nessa base,acima dos 2,65 metros do Virtus. A percepção visual do carro exposto indica algo próximo de 2,70 metros.
A fabricante também confirmou mudanças estruturais importantes na parte traseira. Diferentemente de outros veículos da plataforma MQB,a Tukan adotará suspensão com eixo rígido e feixe de molas semielípticas,solução tradicionalmente associada a picapes de trabalho. O sistema terá lâminas de espessura variável e barra estabilizadora.
Segundo a Volkswagen,a escolha prioriza robustez e capacidade de carga,especialmente para uso no agronegócio e em estradas rurais. A expectativa é de que a capacidade útil fique próxima — ou até acima — dos 700 quilos.
O foco nesse público não é tratado de forma discreta dentro da montadora. Durante o desenvolvimento da Tukan,unidades pré-série foram cedidas a produtores rurais para testes em fazendas e avaliações de uso cotidiano. A estratégia busca aproximar a picape de um perfil de consumidor que hoje domina boa parte das vendas de utilitários no interior do país.
Fabricada em São José dos Pinhais,no Paraná,a Tukan integra o plano de 21 lançamentos da Volkswagen para a América Latina até 2028. A marca afirma que cerca de 76% dos componentes usados no modelo serão nacionais.
A picape também estreará um novo conjunto mecânico na linha da fabricante no Brasil. O modelo chegará equipado com o motor 1.5 eTSI Evo,associado a sistema híbrido leve de 48 volts. O conjunto deve entregar cerca de 150 cavalos de potência e será combinado ao câmbio DSG de dupla embreagem e sete marchas. O propulsor flex será inicialmente importado do México.
Versões de entrada devem usar o motor 1.0 turbo 200 TSI,enquanto configurações intermediárias devem manter o já conhecido 1.4 turbo 250 TSI,com câmbio automático de seis velocidades
A Volkswagen ainda não confirmou dimensões oficiais,preços ou cronograma detalhado de lançamento,mas a expectativa da indústria é de que a Tukan chegue ao mercado no início de 2027. A estratégia comercial prevê aproveitar o ambiente da Copa do Mundo,torneio do qual a montadora é patrocinadora da Seleção Brasileira.
