
Presidente da República,Luiz Inácio Lula da Silva,durante Encontro com o presidente dos Estados Unidos,Donald Trump — Foto: Ricardo Stuckert / PR
A semana começa com a expectativa de retomada das negociações sobre o tarifaço aplicado sobre os produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
O ministro do Desenvolvimento,Indústria,Comércio e Serviços (MDIC),Márcio Elias Rosa,e o representante comercial dos Estados Unidos,Jamieson Greer,recomeçam as reuniões virtuais sobre o tema. As conversas terão também a participação de um representante do Itamaraty.
Márcio Elias e Greer ficaram de combinar o dia da conversa,a depender da agenda dos dois.
As negociações foram destravadas a partir de um telefonema entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos,Donald Trump,na sexta-feira.
O ministro Márcio Elias contou que recebeu uma ligação de Greer,logo após a conversa por telefone entre o presidente Lula e Donald Trump,presidente dos Estados Unidos,na sexta-feira. As negociações estão suspensas desde 14 de julho,véspera do anúncio oficial da tarifa de 25%. Outra tarifa de 12,5% foi anunciada em 23 de julho.
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Em entrevista ao GLOBO,o ministro Márcio Elias disse acreditar que o tarifaço sobre os produtos brasileiros é definitivo,pelo menos até o momento. Mas acredita na possibilidade de ampliar a lista de exceções com a retomada das negociações.
— É óbvio que não é de se esperar que eles retroajam na decisão. Não vão. Mas vamos trabalhar para que outros setores possam ser incluídos na lista de exceções — disse o ministro.
O ministro disse também que Lula saberia “administrar bem esse assunto” com Trump.
Na conversa,os dois chefes de Estado se falaram pela manhã de sexta-feira por mais de uma hora e em tom “cordial”,segundo o governo brasileiro. Na ligação,conversaram sobre as taxas aplicadas pelo país americano.
Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom),Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento,acordos preferenciais,propriedade intelectual,combate à corrupção,Pix,etanol e importações de produtos com trabalho forçado) "são infundadas".
Segundo o MDIC,8,6 mil empresas estão sujeitas às tarifas. O levantamento aponta que 52,7% da pauta exportadora para os Estados Unidos não enfrenta imposição de sobretaxa e 47,3%,sujeita a alguma tarifa.
