Múmia boliviana de 700 anos revela bactéria ligada à escarlatina antes da chegada dos europeus às Américas

Dente pertenceu a um jovem que viveu no Altiplano boliviano há cerca de 700 anos; pesquisadores encontraram nele a bactéria estreptococo do grupo A — Foto: Guido Valverde/Eurac Research

Lazer e entretenimento Apr 21, 2026 IDOPRESS

Dente pertenceu a um jovem que viveu no Altiplano boliviano há cerca de 700 anos; pesquisadores encontraram nele a bactéria estreptococo do grupo A — Foto: Guido Valverde/Eurac Research

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GERADO EM: 20/04/2026 - 15:52

Bactéria Streptococcus pyogenes identificada em múmia boliviana de 700 anos

Pesquisadores identificaram a presença da bactéria Streptococcus pyogenes em uma múmia boliviana de 700 anos,revelando sua circulação nas Américas antes da chegada europeia. Publicado na Nature,o estudo sugere que esta bactéria,associada a doenças como escarlatina,estava presente em populações indígenas por séculos. A análise paleogenômica amplia o entendimento sobre a origem e expansão do patógeno.

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Pesquisadores identificaram em uma múmia pré-colombiana da Bolívia o registro mais antigo já confirmado nas Américas da bactéria Streptococcus pyogenes,causadora de doenças como faringite estreptocócica,escarlatina e infecções invasivas graves. A descoberta,publicada na revista científica Nature na última segunda-feira (13),indica que o microrganismo circulava entre populações indígenas séculos antes da chegada dos europeus ao continente.

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O material genético foi encontrado em um dente de um homem jovem naturalmente mumificado,datado entre os anos de 1283 e 1383. Os restos mortais estão preservados no Museu Nacional de Arqueologia,em La Paz,capital boliviana. A análise de DNA mitocondrial confirmou ancestralidade nativa americana do indivíduo.

Segundo os cientistas,técnicas de sequenciamento genético permitiram reconstruir quase todo o genoma da bactéria antiga. O microrganismo apresentou forte semelhança com cepas modernas associadas a infecções de garganta,como amigdalite e faringite.

Ainda não está claro,porém,quais doenças causadas pelo estreptococo do grupo A estavam presentes na Bolívia pré-hispânica. Os autores afirmam que o achado empurra em vários séculos para trás a presença comprovada do patógeno no continente americano. Até então,parte da literatura atribuía a disseminação de diversas doenças bacterianas ao contato colonial europeu,iniciado no fim do século XV.

Veja imagens da descoberta inédita da formação de membros humanos

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Atlas revela novas conexões entre células em desenvolvimento e algumas síndromes congênitas dos membros — Foto: Reprodução

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Membros surgem inicialmente como bolsas de células indiferenciadas nos lados do corpo,sem uma forma ou função específica — Foto: Reprodução

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Cientistas do Wellcome Sanger Institute,Sun Yat-sen University e seus colaboradores analisaram tecidos entre 5 e 9 semanas de desenvolvimento — Foto: Reprodução

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Após 8 semanas,membros estão bem diferenciados,anatomicamente complexos e reconhecíveis — Foto: Reprodução

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Pequenas perturbações no processo podem provocar variações nos membros — Foto: Reprodução

Novo estudo revela descobertas sem precedentes sobre o desenvolvimento e a formação de membros humanos

A análise evolutiva posicionou essa linhagem antiga na base da diversidade genética atual da espécie,sugerindo que cepas modernas descendem de ancestrais mais antigos. Modelagens indicam ainda que grande parte das linhagens hoje existentes começou a se diversificar globalmente nos últimos 5.500 anos.

Embora o estudo fortaleça a hipótese de que a bactéria já estivesse estabelecida nas Américas antes da colonização,os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários novos genomas antigos e contemporâneos para esclarecer onde surgiu o patógeno e como ocorreu sua expansão mundial.

A descoberta também amplia o uso da paleogenômica — área que recupera DNA antigo de restos arqueológicos — para reconstituir a história de doenças infecciosas e entender a relação entre humanos e microrganismos ao longo dos séculos.

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