Remo, ritmo, sal e o amanhecer

Notícias Internacionais May 21, 2026 IDOPRESS

Canoa havaiana (ou polinésia) exige sincronia e fluidez de movimentos — Foto: Custodio Coimbra

RESUMO

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GERADO EM: 20/05/2026 - 21:11

Canoa Havaiana: Esporte que Une Exercício,Terapia e Natureza

A canoa havaiana,ou polinésia,é uma prática que promove concentração,colaboração e contato com a natureza. Com raízes na Polinésia,chegou ao Brasil em 2000 e se popularizou por unir exercício intenso e terapia ao ar livre. A prática matinal oferece um despertar revigorante,com o mar calmo e o sol nascente. Iniciantes são bem-vindos,e o esporte é celebrado por sua capacidade de integração e renovação.

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Quem frequenta a orla logo cedo,já deve ter visto: seis silhuetas deslizando sobre a água em sincronia numa embarcação longa,fina e estável. Estou falando da canoa havaiana (ou polinésia para fazer justiça à região onde surgiu),uma prática que mistura história milenar,trabalho em equipe e aquela limpeza de alma que só o mar proporciona.

Conta-se que há mais de três mil anos,os povos polinésios usavam essa modalidade com um flutuador lateral (o ama) para colonizar ilhas distantes. Eles navegavam lendo as estrelas,as nuvens e as correntes.

No Brasil,a cultura é relativamente nova. Uma pequena investigação me mostrou que a primeira canoa de fibra da modalidade chegou por aqui no ano 2000,em Santos,litoral de São Paulo,e foi batizada de Lanakila. De lá para cá,o esporte explodiu. Minha hipótese? É um exercício que une cárdio intenso com uma terapia coletiva ao ar livre.

Uma das partes mais divertidas da canoa é a alternância de lados do remo para evitar a fadiga e manter a direção. A hora certa é determinada pelo remador que dita o ritmo,geralmente sentado no segundo ou no terceiro banco,que grita “Hip!”,o que indica depois de mais uma remada,muda-se de lado. A alternância acontece após de 10 a 15 remadas.

Lucas Miom é de São Vicente,cidade vizinha de Santos e pratica o esporte desde jovem. Depois de formado,foi trabalhar na secretaria de Turismo de Ubatuba,no litoral de São Paulo. Descobriu que não havia a prática do esporte por lá,comprou uma canoa,anunciou as aulas e nunca mais parou de receber alunos. Isso faz mais de uma década. Hoje,Lucas e Jéssica,sua esposa,cuidam do Ubatuba Hoe (@ubatubahoe),escola de remadores,cujo mascote,Pirata,é um vira-latas branco com um olho preto,que adora dar umas fugidas pelo bairro de Itaguá. É dali também que saem os passeios para ver o pôr do sol alguns dias da semana. Iniciantes são muito bem-vindos para as duas modalidades.

Palavra de quem começou com eles. Confesso: cheguei na areia com certeza de que ia atrapalhar todo mundo. Eu me perguntava se teria força,se o equilíbrio falharia ou se seria o “elo fraco” da corrente. No entanto,a canoa é generosa. Ela acolhe quem chega com humildade. No primeiro dia,descobri que ter escuta e observação são ótimos começos. Sim,errei o hip algumas vezes,bati na pá do remo do colega,e espirrei água no companheiro da frente. Mas também percebi que se integrar ao balanço do barco,focar nas costas de quem está na frente e dar o seu melhor,ajuda a não fazer feio na canoa. Para quem,como eu,é iniciante,a maior vitória não foi a distância percorrida,mas o momento em que percebi que não estava mais lutando contra a água,mas fluindo com ela. E o comando do Lucas,positivo,animado e ainda assim corrigindo o grupo sempre que necessário,ajuda muito.

Praticar ao amanhecer tem um propósito. Além do mar estar mais calmo (o chamado “flat”),ver o sol saindo do horizonte enquanto você faz força é uma injeção de ânimo natural. Não é possível sair da água do mesmo jeito que entrou depois de sentir o cheiro do sal,o respingo de água gelada no rosto e o som do casco cortando a maré.

E ainda tem o mergulho no meio do passeio,na paradinha para contemplação e para recuperação do fôlego,antes de voltar para a praia. Caímos no mar limpo,gelado que renova o ânimo para o dia que vem pela frente. Aprender a voltar para a canoa de dentro da água é uma das lições mais difíceis.

Sal,suor e sol curam muita coisa. Celebrar o dia perto do mar,dando o seu melhor para o grupo seguir adiante,com o nascer do sol como aliado confirma que a vida é feita de alegrias acumuladas. No Rio de Janeiro há vários grupos que organizam a prática. Um deles é o @copavaa. Recomendo encontrar sua turma e fazer ao menos um passeio ao nascer do sol.

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