Usina nuclear de Angra 1 — Foto: Divulgação/ Eletronuclear O TCU está de olho no rombo milionário contabilizado pela Eletronuclear. Não só determinou o monitoramento de contratações como há

Usina nuclear de Angra 1 — Foto: Divulgação/ Eletronuclear
O TCU está de olho no rombo milionário contabilizado pela Eletronuclear. Não só determinou o monitoramento de contratações como há auditorias em andamento levantando o débito ao erário.
A estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 142 milhões em 2025 — R$ 120 milhões a mais do que o esperado —,segundo balanço publicado. O resultado foi atribuído a efeitos contábeis e regulatórios. Mas,internamente,funcionários afirmam que o buraco é mais embaixo.
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Segundo fontes,a ENBPar,sócia majoritária da Eletronuclear,só tomou conhecimento do déficit menos de duas semanas antes da divulgação do balanço.
Em paralelo,o sindicato dos trabalhadores das empresas de energia do Rio acusa os diretores da estatal de a colocarem em risco de colapsar,com impacto sobre a soberania energética do Brasil.
Uma das principais preocupações é que a empresa seja impactada com o desligamento de funcionários da RP Engenharia,terceirizada que presta serviços à Eletronuclear. Inicialmente,o sindicato havia reportado 22 baixas nos setores operacional e administrativo da estatal,mas alguns avisos prévios foram cancelados.
No TCU,são pelo menos seis acórdãos referentes ao controle externo da Eletronuclear desde 2025. Em um deles,o tribunal determinou a revisão do orçamento da licitação para a conclusão da usina de Angra 3,além do monitoramento.
A Corte também monitora um saque irregular de R$ 374 milhões feito pela estatal sem a anuência prévia dos órgãos reguladores (Aneel e CNEN) e acompanha de perto as obras da Unidade de Armazenamento a Seco (UAS) e Prédio de Monitoração de Rejeitos (PMR),infraestrutura crítica para evitar a paralisação das usinas.
Além disso,um levantamento sistêmico identificou 573 sinais de alerta em contratos do setor. Apenas na Eletronuclear,foram mapeados R$ 1,3 bilhão em riscos operacionais e financeiros,como fornecedores com capital incompatível e indícios de conflito de interesses.
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