Estudante de 16 anos participou de produção da OMS sobre a Covid — Foto: Divulgação/RIS RESUMOSem tempo? Ferramenta de IA resume para você

Estudante de 16 anos participou de produção da OMS sobre a Covid — Foto: Divulgação/RIS
GERADO EM: 22/04/2026 - 21:34
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Aos 16 anos,Isaac Lellouche já acumula uma experiência pouco comum para sua idade: a participação na produção de um documentário internacional em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS),agência especializada vinculada à ONU. Ele integrou a equipe do projeto “Living memories”,que homenageia profissionais de saúde vítimas da Covid-19 e reúne registros de países como Estados Unidos,México,Brasil,Índia e Suíça.
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O envolvimento do jovem começou na pré-produção,em 2023,a partir da aproximação de sua mãe,a médica Silvana Lellouche,com a iniciativa,apresentada naquele ano na Assembleia Geral da ONU. No Brasil,Isaac acompanhou diferentes etapas do projeto,passando por funções técnicas e organizacionais. As gravações incluíram locações como a Fiocruz,o Hospital Ronaldo Gazolla,a Clínica da Família Estácio de Sá,o Museu do Amanhã e o Cristo Redentor.
Ao longo de quase dois anos,ele participou de atividades que foram desde apoio em áudio e vídeo até a organização de apresentações e projeções,incluindo a exibição realizada na Escola de Enfermagem da Unirio,em março. Também atuou na tradução simultânea em eventos e na legendagem de conteúdos da campanha no Brasil,o que lhe garantiu crédito como integrante da equipe técnica do filme.
— Essa parte das relações é muito importante; você conseguir estar junto e se comunicar com diversas pessoas,gente de toda parte do mundo — pontua Isaac,aluno do 11th grade,equivalente ao 2º ano do ensino médio,na Rio International School (RIS),e fluente em inglês. — Aprendi também o papel da organização. Percebi o quanto é necessário seguir o cronograma para respeitar a agenda das pessoas. O secretário de Saúde estava lá,então tudo tinha que acontecer no tempo exato.
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A mãe é puro orgulho das conquistas do filho ao longo do processo.
— Ele não tem muita ligação com a área da saúde,mas tem um lado musical,toca violino e piano,e acabou se interessando pela dimensão artística do projeto — diz a médica. — Também foi muito importante vê-lo falando inglês nesses ambientes. Pude dividir com ele um pouco do meu mundo,levá-lo à OMS. Ele foi muito bem recebido,e isso contribuiu para sua desenvoltura.
O jovem,que quer cursar uma universidade no exterior,destaca o valor da vivência para seu futuro:
— Gostaria de trabalhar na área de ciência da computação e engenharia. Quero levar a experiência que adquiri no projeto para a minha vida pessoal e profissional.
O documentário reúne relatos de profissionais de saúde sobre a experiência durante a pandemia,além de registros de eventos e iniciativas mundo afora. Para Isaac,o filme contribui para a memória coletiva da pandemia.
— Muitos profissionais de saúde tiveram que dar a própria vida para cuidar de outras pessoas. Essa é uma forma de valorizar e homenagear essas histórias — diz.
Além da apresentação na Unirio,“Living memories” deve circular por unidades de saúde do município,e há tratativas para uma exibição na Assembleia Geral da ONU.
