
Ônibus elétricos enfileirados em evento de entrega dos veículos à Prefeitura de São Paulo no Pacaembu — Foto: Prefeitura de São Paulo/Secom
GERADO EM: 04/06/2026 - 19:45
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Na semana do Meio Ambiente,um dos programas que a Prefeitura de São Paulo tem mencionado como trunfo de sua gestão é a ampliação da frota de ônibus elétricos da capital. Esse aumento está,de fato,ocorrendo,mas numa agenda mais lenta do que a prometida em campanhas.
Num folheto que está sendo distribuído para promover ações sustentáveis em junho,a gestão Ricardo Nunes diz que os veículos movidos a bateria são 1.259 agora,representando 10,3% da frota.
— Cada ônibus elétrico que a gente coloca na rua,a gente deixa de consumir 35 mil litros de óleo diesel por ano,que representa 6.400 árvores por ano — afirmou o prefeito num dos eventos de entrega dos veículos,referindo-se à quantidade de CO2 que essa vegetação estaria absorvendo,em vez de emitir.
A prefeitura também afirma estar evitando emissões de gases do efeito estufa com o uso de 250 caminhões de coleta de resíduos sólidos e carretas de transbordo que são movidos a biometano. Por ter origem orgânica,considera-se que esse gás é um combustível renovável.
"A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans destacam que a cidade opera a maior frota de ônibus elétricos do Brasil" afirmou o órgão público em comunicado. "O Plano de Metas prevê a substituição de 2.200 ônibus movidos a diesel por modelos de matriz energética limpa até o final desta gestão."
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A despeito do resultado que a prefeitura tem para mostrar sobre a ampliação,a meta anunciada agora é uma repetição de meta do mandato anterior,que não foi cumprinda. A promessa era parte da gestão iniciada pelo então prefeito Bruno Covas,morto em 2021 dando lugar a seu vice.
Recentemente,Nunes citou em discurso que a indústria automotiva está com dificuldade de atender à demanda por novos veículos elétricos. Além disso,acusou a Enel,concessionária que distribui energia na Grande São Paulo,de demorar para atender a pedidos de instalação de infraestrutura para carregamento nas garagens.
A empresa,porém,diz que está em dia com a demanda.
"De 2024 até abril deste ano,a distribuidora entregou 90,8 MW de energia a 35 garagens de ônibus,o suficiente para abastecer pelo menos 2.020 ônibus",afirmou em nota. "Nos últimos 12 meses,a utilização máxima das garagens em relação à potência total instalada não chegou a 50%,sendo que em maio foi de apenas 46%. A companhia reitera que tem atendido a toda demanda de infraestrutura elétrica planejada e demandada pelos operadores de ônibus da cidade de São Paulo."
