
Busca por um relacionamento pode trazer benefícios quando ocorre de forma equilibrada,mas é preciso ter cautela — Foto: Shutterstock
GERADO EM: 10/06/2026 - 18:58
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O amor romântico pode contribuir para a felicidade,mas,se você vai passar o Dia dos Namorados na solteirice,não precisa se preocupar: estar em um relacionamento não é uma condição indispensável para uma vida satisfatória. Essa é a avaliação de especialistas em comportamento e saúde mental ouvidos pelo GLOBO,que destacam que o bem-estar está mais relacionado à qualidade dos vínculos construídos ao longo da vida do que à presença de um parceiro amoroso.
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Segundo Chrystina Barros,especialista em Ciência da Felicidade pela Universidade de Berkeley,na Califórnia,a felicidade humana está profundamente conectada aos relacionamentos,mas eles não precisam ser necessariamente amorosos.
— É muito difícil falar de felicidade completamente sozinho. A felicidade humana está profundamente ligada aos relacionamentos e não depende de ter ou não um parceiro. Ela depende muito mais da qualidade das relações que construímos ao longo da vida. O amor faz parte dessa equação,mas não é a única variável — afirma.
De acordo com Chrystina,estudos sobre felicidade mostram que pessoas mais satisfeitas com a vida costumam manter conexões significativas por meio da família,das amizades,da comunidade ou até mesmo do ambiente profissional.
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A psicóloga clínica Andreia Batista reforça essa avaliação e afirma que o estado civil,por si só,não determina o nível de felicidade de uma pessoa.
— Embora os vínculos afetivos sejam uma fonte importante de afeto,apoio e pertencimento,eles representam apenas uma parte da experiência humana. O bem-estar está relacionado a diversos fatores,como propósito de vida,amizades,família,saúde física e mental,realização profissional e a qualidade da relação que desenvolvemos conosco mesmos — explica.
Um dos erros mais comuns das pessoas que colocam os relacionamentos amorosos como responsáveis por sua felicidade é associar autoestima à existência de um relacionamento. Para Andreia,muitas pessoas acabam colocando a própria vida em compasso de pausa enquanto aguardam encontrar um parceiro.
— Muitas vezes,sem perceber,a pessoa começa a acreditar que a felicidade está esperando por ela em algum relacionamento futuro. É como se a vida estivesse em modo de espera até que alguém apareça. O problema é que,enquanto esperamos,deixamos de investir em outras áreas igualmente importantes — observa.


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Milena Pena usa regata,jeans e boné,tudo Dress To,lenço como cinto Bapho Brasil,underwear Calvin Klein,relógio Technos e joias HStern . Luiza Machado veste blusa,saia e cinto Maria Filó,joias HStern — Foto: Sergio Richard


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Sofia Gama (Allure) usa vestido Animale e joias H.Stern. Matheus Batista (Mix) veste camisa,jeans e tricô — tudo Farm — e relógio Techno. — Foto: Sérgio Richard
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Gabriel Menezes veste regata e bermuda Handred. Felipe Crepalde usa camisa,bermuda e bolsa — tudo Osklen. — Foto: Sérgio Richard

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Matheus Batista (Mix) usa camiseta em tricô e calça jeans Dolce & Gabbana,colar H.Stern e relógio Technos. Sofia Gama (Allure) usa vestido Dolce & Gabbana e joias H.Stern. — Foto: Sérgio Richard
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Luiza Machado usa vestido Farm e joias H.Stern. Milena Pena usa tricô e bermuda Osklen,chinelo Kenner e joias H.Stern. — Foto: Sérgio Richard
Beleza: Brenno Melo. Produção executiva: Kariny Grativol. Tratamento de imagem: Juliana Merengue. Agradecimentos: Parque Bondinho Pão de Açúcar,Débora Martino e Rafaela Pinah
A autoestima,quando fortalecida,passa pelo desenvolvimento da própria identidade,por meio de amizades,projetos pessoais,cuidado com a saúde física e emocional e experiências que proporcionem realização. Chrystina sinaliza que a construção deste sentimento para consigo mesmo não pode ser presenteado por um terceiro.
— Autoestima é algo que vem da gente para a gente. Não é algo que recebemos de outra pessoa. Quando colocamos nossa autoestima nas mãos de alguém,transferimos para ela a responsabilidade sobre como nos enxergamos — pontua.
Há um limiar entre o desejo saudável de viver um relacionamento amoroso da crença de que apenas ele é capaz de proporcionar felicidade. Apenas uma análise interna dos próprios sentimentos poderá dizer se essa vontade de estar com alguém é um sentimento natural ou se ela chega a impactar negativamente o dia a dia do indivíduo.
Segundo Chrystina,compartilhar a vida com alguém pode aumentar o bem-estar,mas o problema surge quando o relacionamento passa a ser visto como requisito para a realização pessoal.
— Ter alguém com quem dividir experiências,construir intimidade emocional e caminhar pela vida pode contribuir muito para o bem-estar. Isso nos faz bem. O problema surge quando o relacionamento deixa de ser um complemento e passa a ser visto como condição para a felicidade — afirma.
Nesse cenário,ela alerta para o risco da dependência emocional,que pode reduzir a autonomia e gerar sofrimento. Andreia acrescenta que muitas pessoas acabam depositando no amor expectativas relacionadas a questões que precisam ser resolvidas individualmente.
— Nenhum relacionamento consegue resolver sozinho questões ligadas à identidade,autoestima ou propósito de vida. Quando esperamos isso do amor,corremos o risco de transformar um vínculo afetivo em uma missão impossível — diz.


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Nando Cunha revelou enfrentar depressão. "Depressão é coisa séria. Não é frescura,não é escolha,não é fraqueza. Por isso,tomei a decisão de buscar ajuda e priorizar meu bem-estar",disse o ator — Foto: Reprodução/Instagram


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Rafa Kalimann já desabafou sobre saúde mental. A ex-"BBB" e atriz contou que a primeira vez que enfrentou uma crise de pânico foi em 2018 — Foto: Reprodução/Instagram
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Linn da Quebrada anunciou,em junho do ano passado,o afastamento das redes sociais para cuidar da saúde mental. Na época,ela foi diagnosticada com quadro severo de depressão. Neste ano,foi internada para se tratar — Foto: Gabriel Renné

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Mariana Santos também contou que enfrentou síndrome do pânico. Em uma das crises,ela chegou a quebrar o dedo — Foto: Reprodução/Instagram
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Juliana Paes contou ter tido crises de ansiedade que se intensificaram na pandemia da Covid. A atriz relatou que procurou ajuda psiquiátrica — Foto: Reprodução/Instagram

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Lucas Lucco,que fez "Malhação",fez uma pausa na carreira de cantor durante um ano para cuidar da saúde mental. Em dezembro de 2023,ele afirmou que iria tratar as crises causadas por Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) — Foto: Reprodução/Instagram
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Desde 2022,quando foi diagnosticada com transtorno bipolar,Selena Gomez fala de saúde mental e contou até não conseguir dormir no próprio quarto — Foto: Reprodução/Instagram

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A atriz e apresentadora Renata Sayuri falou do diagnóstico de transtorno fetivo bipolar,em que descobriu há 20 anos. Ela faz uso contínuo de remédio e conta com acompanhamento psiquiátrico e psicológico — Foto: Reprodução/Instagram
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Personalidades relatam problemas que enfrentaram
A busca por um relacionamento pode trazer benefícios quando ocorre de forma equilibrada,estimulando o desenvolvimento pessoal,a convivência e a maturidade emocional. Por outro lado,quando se transforma em necessidade,pode gerar ansiedade,frustração,comparações constantes e até a aceitação de relações prejudiciais apenas para evitar a solidão.
— Existe uma diferença entre amor e necessidade. O amor aproxima,e a necessidade aprisiona. Os relacionamentos mais saudáveis costumam acontecer quando duas pessoas escolhem caminhar juntas,não porque uma precisa salvar a outra,mas porque ambas já reconhecem seu próprio valor — afirma a psicóloga.
Compreender que amor e felicidade não são sinônimos é uma das reflexões mais importantes sobre o tema. É possível estar apaixonado e sofrer,assim como é possível estar solteiro e viver uma vida profundamente satisfatória.
A felicidade duradoura costuma resultar da combinação entre relações saudáveis,autoestima,propósito e construção de uma vida com significado.
— O amor pode trazer muita felicidade,mas a felicidade mais duradoura costuma nascer da combinação entre relações saudáveis,propósito e a capacidade de construir uma vida com significado — conclui Andreia.
