Filha de 7 anos de PM morta será ouvida em julgamento de tenente-coronel acusado de feminicídio em SP

Notícias de transporte Jun 2, 2026 IDOPRESS

Tenente-coronel Geraldo Leite e a esposa,a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana — Foto: Reprodução/Redes Sociais

RESUMO

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GERADO EM: 01/06/2026 - 21:14

Audiências do caso de feminicídio da soldado PM Gisele Santana são marcadas para junho e julho em SP

A Justiça de SP agendou audiências para junho e julho no caso do feminicídio da soldado PM Gisele Alves Santana. Entre as testemunhas está a filha da vítima,de 7 anos,que dará depoimento especial. O réu,tenente-coronel Geraldo Neto,será interrogado em 3 de julho. O caso,inicialmente tratado como suicídio,foi reclassificado após evidências indicarem feminicídio. O réu está preso e enfrenta acusações graves.

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A Justiça marcou para o fim de junho e início de julho as audiências de instrução do processo que apura o feminicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. Entre as testemunhas que serão ouvidas está a filha da vítima,uma criança que prestará depoimento especial,além de uma testemunha protegida. O réu no caso é o tenente-coronel da PM Geraldo Neto,que será interrogado ao final da fase de instrução,no dia 3 de julho.

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A decisão foi proferida após o juiz rejeitar pedidos preliminares da defesa,que buscava anular o aproveitamento de elementos reunidos em um inquérito policial militar e obter a absolvição sumária do acusado. O magistrado entendeu que não há nulidades a serem reconhecidas neste momento e que as questões levantadas pela defesa deverão ser analisadas ao longo da produção de provas e no julgamento do mérito.

Diante do grande número de testemunhas e da complexidade da instrução,foram reservados quatro dias para as oitivas. A primeira audiência ocorrerá em 29 de junho,às 9h30,quando serão ouvidos o delegado de polícia Lucas de Souza Lopes,os peritos criminais Tadeu Gomes Correa e Amanda Rodrigues Marinone,além de outras quatro testemunhas.

No dia 30 de junho,também às 9h30,estão previstos os depoimentos de 12 testemunhas,entre elas uma pessoa identificada nos autos apenas como "Testemunha Protegida X". A relação inclui ainda policiais militares e outras pessoas ligadas ao caso.

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Já em 1º de julho será ouvida G.S.C.,identificada no processo como filha da vítima. Por se tratar de uma criança,o depoimento será colhido em procedimento especial destinado a menores de idade. Na mesma data também prestarão depoimento familiares de Gisele Alves Santana,como Marinalva Vieira Alves de Santana,José Simonal Teles de Santana e Pedro Gabriel Alves de Santana,além de outras testemunhas,algumas delas por videoconferência.

Os depoimentos serão concluídos em 2 de julho,com o depoimento de policiais militares,entre eles oficiais e praças da corporação,além de outras testemunhas arroladas pelas partes.

O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Neto foi marcado para 3 de julho,às 10h. O acusado deverá comparecer a todas as audiências.

Na mesma decisão,o juiz também determinou novas diligências,como a requisição de imagens de câmeras de monitoramento de um cemitério em Suzano,pedidos de informações a órgãos periciais e a obtenção de registros relacionados ao uso de serviços de bem-estar e atividades físicas pelo acusado e pela vítima.

Relembre o caso

No dia 18 de fevereiro,a soldado Gisele Alves Santana,de 32 anos,foi encontrada morta com um tiro na cabeça,no apartamento em que morava com o companheiro,o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto,de 53 anos,que reportou o caso às autoridades como suicídio. O casal morava em um prédio no Brás,região central da capital paulista.

Testemunhas e familiares da vítima contestaram a versão de suicídio e o registro do caso,posteriormente,foi alterado para morte suspeita. A posição da arma na mão da vítima,laudos necroscópicos,inconsistências no relato do tenente-coronel e um histórico relatado por testemunhas de relacionamento abusivo levaram os investigadores a concluir que se tratou de um feminicídio.

A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual. Geraldo Leite Neto foi preso em sua residência,na cidade de São José dos Campos (SP).

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