
Sueli Cordeiro Jardim,80 anos,toca pandeiro — Foto: Ana Branco
GERADO EM: 26/05/2026 - 22:34
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O lugar onde uma pessoa vive pode influenciar a velocidade do envelhecimento do corpo,segundo um estudo internacional liderado pela Universidade Stanford e publicado na revista científica “Cell”. A pesquisa aponta que fatores ambientais,como alimentação,poluição,estresse e acesso à saúde,interagem com a genética e podem alterar a idade biológica das células.
Hiperfamiliaridade facial: conheça a condição que faz você pensar que reconhece todas as pessoas que vêCaso Ganley: fisiculturista relatou episódio de ganho de 20 kg em dois dias um ano antes de ser encontrado morto aos 22 anos
Os cientistas analisaram 322 pessoas saudáveis de ascendência europeia,do Leste Asiático e do sul da Ásia,incluindo indivíduos que vivem fora das regiões de origem de seus ancestrais. O objetivo era separar quais características do organismo estão ligadas à genética e quais sofrem influência do ambiente.
Para isso,os pesquisadores utilizaram técnicas de “multiômica”,capazes de analisar simultaneamente informações genéticas,proteínas,microbioma intestinal e metabolismo. O trabalho produziu um amplo mapeamento molecular sobre como diferentes populações envelhecem.
Entre os principais resultados,o estudo identificou que pessoas de ascendência do Leste Asiático vivendo fora da Ásia apresentaram envelhecimento celular mais acelerado do que aquelas que permaneceram na região. Já entre os europeus,os participantes que viviam fora da Europa mostraram sinais biológicos de envelhecimento mais lento.


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O Censo 2022 mostrou um país envelhecido e feminino. A população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em pouco mais de uma década Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo


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Os superidosos também crescem em ritmo mais acelerado. Já há 4,6 milhões de brasileiros com mais de 80 anos. E 37 mil pessoas com mais de um século de vida— Foto: Freepik
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O país tem 6 milhões a mais de mulheres do que homens. E há apenas quatro estados com mais homens do que mulheres— Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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O Censo 2022 também mostrou que o país tem o menor número de crianças da História. São 5,8 milhões a menos de brasileiros na faixa etária de 0 a 14 anos em relação a 1980 — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
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Uiramutã,em Roraima,é a cidade mais jovem do país,de acordo com o Censo 2022 — Foto: Reprodução/Google Maps

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Em Coqueiro Baixo,interior do Rio Grande do Sul,senhoras dançam e cantam em unidade de assistência social — Foto: Pedro Kirilos
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Censo mostra que homens são maioria em apenas quatro estados — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
População com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em pouco mais de uma década
Segundo os autores,isso sugere que a migração pode modificar processos biológicos ligados ao envelhecimento. Os pesquisadores afirmam que fatores ambientais alteram parte do funcionamento metabólico e do microbioma intestinal,ainda que sem apagar totalmente as marcas deixadas pela ancestralidade genética.
O estudo também encontrou uma ligação inédita entre uma bactéria intestinal específica e um gene relacionado à telomerase,enzima associada à proteção dos telômeros — estruturas que preservam os cromossomos e têm relação direta com o envelhecimento celular. A conexão ocorre por meio da esfingomielina,molécula ligada ao metabolismo de gorduras.
Os autores defendem que os resultados podem contribuir para o avanço da medicina personalizada,considerando diferenças genéticas e ambientais no atendimento médico e nutricional. A pesquisa não conclui que um grupo envelhece “melhor” que outro,mas sugere que a interação entre origem genética e ambiente pode alterar o ritmo do envelhecimento biológico.
