O governo de Macau vai disponibilizar cerca de mil oportunidades de estágio para recém-licenciados locais este ano no interior da China, no âmbito de um esforço mais amplo para aliviar a pressão sobre o emprego jovem.

Os estágios,coordenados pelo Grupo de Trabalho para a Promoção do Emprego do governo do território,tem como objetivo proporcionar aos jovens experiência prática em setores industriais e profissionais.
Apesar da taxa de desemprego local continuar baixa,em anos recentes tem sido difícil aos recém-licenciados do território entrar no mercado de trabalho,com as autoridades locais a referir repetidamente aos jovens locais que procurem oportunidades de trabalho no interior da China,especialmente na província vizinha de Guangdong.
Segundo dados oficiais,a taxa de desemprego entre os detentores de um diploma universitário era de 3,3% no segundo trimestre de 2025,acima da taxa global de 1,9% para toda a população de Macau.
No ano passado,cerca de 62.463 estudantes estavam registados em universidades de ensino superior do território.
Após uma reunião na sexta-feira,o Grupo de Trabalho descreveu que a maioria dos diplomados deste ano da cidade concluiu cursos nas áreas de Humanidades e Comércio,com os estágios oferecidos complementados por sessões de recrutamento em larga escala e programas de formação,agendados para coincidir com a época de graduação.
O secretário para a Economia e Finanças e coordenador do Grupo de Trabalho,Tai Kin Ip,afirmou que o ligeiro aumento no número de graduados em comparação com o ano passado torna essencial expandir as oportunidades para além de Macau,incluindo a Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong--Macau em Hengqin(Ilha da Montannha),a Grande Baía e outras cidades do interior da China.
A Ilha da Montanha,uma área de cerca de 106 quilómetros quadrados,foi transformada em 2021 por Pequim numa zona económica especial gerida conjuntamente pela província de Guangdong e por Macau,e tem como objetivo apoiar a diversificação económica da cidade chinesa semiautónoma.
No ano passado,a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL)de Macau iniciou também um plano de estágios na China Continental para estudantes locais com a duração de três meses e um subsídio mensal de 8.000 patacas (847 euros).
Dentro deste plano,cerca de 42 vagas são destinadas a oportunidades no interior da China,especialmente em Zhuhai,a cidade chinesa mais próxima de Macau,e na Zona de Cooperação da Ilha da Montanha,com foco em tecnologia e finanças.
No mesmo encontro Tai realçou também a necessidade de aperfeiçoar as estratégias de correspondência entre oferta e procura de emprego e de mobilizar apoios em toda a sociedade para garantir um ambiente laboral estável.
Para responder à procura,prevê-se que mais de 2.000 vagas sejam oferecidas nas próximas feiras de emprego,enquanto outras 600 posições estarão disponíveis através de um programa "Emprego+Formação",em parceria com empresas privadas.
O Grupo de Trabalho acrescentou que já organizou sessões de recrutamento específicas para os setores da aviação,tecnologia e banca,que,segundo afirmou,despertaram grande interesse tanto entre recém-licenciados como entre trabalhadores ativos.
